Estamos atravessando um momento de crescimento da economia mundial com reflexos bastante positivos na economia do nosso País. Embora planejada há algum tempo, a Política Econômica brasileira, agora, começa a frutificar.
Pelos dados divulgados e, embora os índices sejam, ainda inferiores àqueles comparados ao crescimento mundial, estamos crescendo. A inflação sob controle, que não penaliza os menos favorecidos, as bolsas de valores com investimentos significativos, os juros em patamares ainda altos, no entanto, decrescente, apontam para um caminho, de certo modo, agradável.
Em análise mais acurada, porem percebe-se que o crescimento está se dando no âmbito das grandes corporações, com aumento gradativo de seus resultados porém com reflexos ainda insuficientes na geração de empregos, comparativamente falando.
As pequenas e médias empresas, muitas das quais estão localizadas em nosso Pólo Empresarial, aquelas que geram mais de 60% dos empregos diretos no País, ainda não estão sendo beneficiadas por esse crescimento econômico. Com as importações favorecidas pelo dólar baixo, nossos produtos estão sendo substituídos por outros, trazidos de países com os quais mantemos relações “amistosas”, não importando, pela falta de critérios dos importadores, se sua qualidade é inferior. No comércio, a situação também é semelhante.
Várias lojas estampam brinquedos, roupas, calçados e eletrodomésticos importados com preços bastante convidativos mas sem muita relação com a qualidade. A geração de empregos, diretos e remunerados adequadamente, é o verdadeiro fator de distribuição das riquezas. Quando as famílias conseguem viver com o fruto de seu trabalho, têm sua auto-estima preservada, conseguem educar seus filhos adequadamente e planejam seu futuro com segurança, está definindo o real crescimento de uma nação.
Walter J. Papi
Presidente